Repetidora

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

O PIONEIRO DAS TELECOMUNICAÇÕES

No último  dia 30 de junho de 2011, transcorreu o octagésimo terceiro aniversário da morte do Padre-cientista ROBERTO LANDELL DE MOURA, gaúcho, nascido em Porto Alegre, numa casa de esquina da Rua de Bragança, hoje Marechal Floriano Peixoto, com a atual Rua dos Andradas, a 21 de janeiro de 1861, tendo sido batizado, conjuntamente com sua irmã Rosa, a 19 de fevereiro de l863, na Igreja Nossa Senhora do Rosário, que anos mais tarde viria a ser seu vigário. Roberto Landell de Moura era o quarto de quatorze irmãos, sendo seus pais o Sr. Ignácio José Ferreira de Moura e Sara Marianna Landell de Moura, ambos descendentes de tradicionais famílias rio-grandenses, com ascendência portuguesa, por parte paterna e escocesa, pelo lado materno. Seu avô materno era o médico escocês Robert Landell, diplomado na Universidade de Oxford, Inglaterra.
Roberto Landell de Moura estudou com o pai as primeiras letras. Frequentou a Escola Pública do Professor Hilário Ribeiro, no bairro Azenha, a seguir entrou para o Colégio do Professor Fernando Ferreira Gomes. Com 11 anos, em 1872, estudou no Colégio Jesuíta de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, de São Leopoldo-RS, onde concluiu o curso de Humanidades. Após seguiu para o Rio de Janeiro, onde foi cursar a Escola Politécnica. Em companhia do seu irmão Guilherme, seguiu para Roma, matriculando-se ambos a 22 de março de 1878 no Pontifício Colégio Pio Latino-Americano. Simultaneamente cursou a Pontifícia Universidade Gregoriana, doutorando-se em Física e Química. Foi ordenado padre em 28 de outubro de 1886.
Retornou ao Rio de Janeiro em 1886, residindo no Seminário São José e, neste mesmo ano, reza sua primeira missa na Igreja do Outeiro da Glória para Dom Pedro II e toda sua corte. Em função disso, expôs suas idéias sobre transmissão do som e da imagem ao Imperador. Substituiu o coadjutor do capelão do Paço Imperial, mantendo, ainda, palestras de caráter científico com Dom Pedro II.
A 20 de fevereiro de 1887 retornou ao Rio Grande do Sul e a 28 de fevereiro do mesmo ano foi nomeado, pelo bispo Dom Sebastião Dias Laranjeira, capelão da Capela Nosso Senhor Jesus do Bom Fim, onde permaneceu por um ano, e professor de História Sagrada Eclesiástica no Seminário Episcopal da Madre de Deus de Porto Alegre.
A 25 de março de 1891 foi nomeado vigário da Paróquia de Santana, na cidade de Uruguaiana-RS, onde permaneceu por um ano. Com a criação da Diocese de Uruguaiana, no dia 15 de agosto de 1910, pela bula “Praedecessorum Nostrorum”, do Papa Pio X, a Paróquia tornou-se Catedral de Santana.
Em 1892 foi transferido para o Estado de São Paulo, assumindo a paróquia de Santos, litoral paulista, por nomeação do bispo Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho.
De 28 de outubro de 1894 a 19 de dezembro de 1896, Padre Landell foi pároco na antiga Igreja Matriz de Santa Cruz, hoje Igreja do Carmo, em Campinas, Estado de São Paulo, substituindo o cônego Scipião, já idoso.
Conforme Portaria de 2 de março de 1898, foi nomeado pároco da paróquia de Santana, na cidade de São Paulo, tomando posse no dia 6 do mesmo mês e foi provisionado no dia seguinte. Quatro meses depois, outra portaria designou-o também “fabriqueiro” (tesoureiro) da paróquia de Santana e zelador da capela de Santa Cruz. Foi capelão do Colégio Sagrado Coração de Maria, que posteriormente passou a chamar-se Colégio Santana.
Padre Landell foi novamente provisionado, na paróquia de Santana, em 8 de fevereiro de 1899 e também em 28 de fevereiro de 1900. Lá ficaria até outubro de 1900, quando pediu exoneração. No livro tombo da paróquia ele não deixou nenhuma linha escrita. Aparecem apenas o registro de sua exoneração e a nomeação do substituto, padre Braz Joaquim Mercadante (3 de outubro), que tomou posse no dia 14 de outubro.
Quando da sua permanência no Estado de São Paulo, em 1893, muito antes da primeira experiência realizada por Guglielmo Marconi, o gaúcho padre Roberto Landell de Moura realizava, na capital paulista, do alto da Av. Paulista para o alto de Sant’Ana, as primeiras transmissões de telegrafia e telefonia sem fio, com aparelhos de sua invenção, numa distância aproximada de uns oito quilômetros em linha reta, entre aparelhos transmissor e receptor. Marconi iniciou as experiências com seu telégrafo sem fio em 1895.
No dia 3 de junho de 1900, no alto de Santana, cidade de São Paulo, Roberto Landell de Moura realizou mais uma experiência particular, com vários aparelhos de sua invenção, presenciada pelo Cônsul Britânico em São Paulo, Sr. Percy Charles Parmenter Lupton, autoridades brasileiras, povo e vários capitalistas paulistanos. Estas experiências foram registradas pela imprensa da época.                                 fonte:repetidora terra da uva-SP