Repetidora

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sábado, 26 de outubro de 2013

LABRE E ANATEL DISCUTEM SPECTRO.

Alguns tópicos afetam indiretamente faixas do Serviço de Radioamador.



A LABRE, Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão, através do GDE, Grupo ad-hoc
de Defesa Espectral, esteve presente na sede da ANATEL em Brasília dia 08 de outubro de 2013
para reunião da CBC, a Comissão Brasileira de Comunicações. As discussões foram sobre os
posicionamentos a serem assumidos pelo Brasil no próximo encontro do Comitê Consultivo
Permanente para Radiocomunicação (PCC.II) da Comissão Interamericana de Telecomunicações
(CITEL), que ocorrerá em novembro na Nicarágua. Em pauta a agenda da Conferência Mundial de
Rádio da UIT de 2015 (CMR-15).
Alguns tópicos afetam indiretamente faixas do Serviço de Radioamador, como a expansão
espectral do IMT (Internet Mobile Telecommunications) e novas alocações para radares
automotivos. Há ainda item específico sobre atribuição secundária para radioamadores entre 5250 e 
5450 kHz. 
Após a reunião da CBC, a LABRE reativou com o setor de espectro da agência as petições
sobre atualização do Plano de Destinação de Faixas de Frequências (PDFF) da ANATEL.
As atividades também marcaram o retorno do GDE em Brasília, com apoio da LABRE/SP.

60 metros 

A LABRE expôs que 42 países realizam operações experimentais entre 5250 e 5450 kHz ou
em frequências específicas nos modos digitais, CW e fonia SSB com máximo de 2,8 kHz de faixa
passante e 100 W ERP.
No âmbito da UIT foram registradas contribuições dos governos do Canadá, Reino Unido,
Holanda, Noruega, China e Rússia sobre anexos do relatório 198 redigido em 2012 no encontro do
grupo de trabalho WP5A (Serviços Móveis Terrestres - exceto IMT - Acesso Sem Fio dos Serviços
Fixos, Serviços de Radioamador e Radioamador por Satélite).
Os anexos são documentos ainda em elaboração e revisão, mas que se tornarão relatórios
oficiais para a CMR-15. Eles caracterizam tecnicamente as estações amadoras para estudos de compartilhamento espectral, tratam de análises computadorizadas dos enlaces e informam sobre
monitoramentos para determinação da atual ocupação espectral.
A administração canadense apesentou vários documentos, entre eles a previsão teórica dos
enlaces em 5,3 MHz mediante diferentes condições de propagação e os resultados de uma
campanha de monitoramento automática realizada em Ottawa, tendo como conclusão a baixa
ocupação diurna da banda, em contraposição à boa propagação noturna que aumenta a densidade de
estações, inclusive possivelmente do exterior.
A sugestão da LABRE aprovada na CBC/ANATEL foi uma Visão Preliminar do Brasil na
CITEL em apoio às experiências e estudos de compartilhamento. Isso não significa que o Brasil já
aprova a nova destinação de faixa aos amadores, mas sinaliza que diante do contexto dos testes
atuais, o Brasil tem uma postura favorável de incentivo para que os estudos continuem sendo
realizados.

UHF e SHF 

A expansão do IMT é prioridade da UIT e origem de conflitos entre os atuais usuários
(radiodifusão, satélites, radares, etc) e os possíveis futuros usuários (telefonia celular) do espectro.
O Brasil adotou posição favorável para eleger 410-430 MHz, 1300-1525 MHz e 3400-3600
MHz como faixas candidatas para IMT. Destas, a última é parte da banda de 9 cm onde o Serviço
de Radioamador é secundário. O Brasil não apoia IMT entre 3600-4200 MHz, 698-870 MHz e até o
momento não tomou decisão sobre outras faixas acima dos 470 MHz. Estudos e debates continuam.

6 milímetros 

O espectro entre 71 e 84 GHz foi inicialmente atribuído na WARC-79, cabendo aos
radioamadores o segmento de 75,5 – 76 GHz como primário e 76 – 81 GHz como secundário,
ambos considerados faixa dos 6 mm. A WRC-2000 retirou dos radioamadores o segmento entre
75,7-76 GHz, mas em compensação concedeu 77,5 – 78 GHz como primário, sendo que a faixa
toda vai de 76 a 81 GHz (76 – 77,5 GHz e de 78 – 81 GHz como secundários). Hoje as indústrias
automotivas buscam instalar radares neste segmento primário, o item 1.18 da CMR-15.
A IARU, União Internacional de Radioamadores, orientou as entidades associadas para que,
havendo compartilhamento, seja mantida a primariedade dos amadores, caso contrário que a banda
primária seja compensada e realocada entre 71 e 84 GHz. A Anatel no momento não considerou
esta alternativa e privilegia estudos de compartilhamento. A LABRE será posta em contato com os
outros setores interessados neste assunto no Brasil.

PDFF atualizado para as faixas de radioamadorismo 

Após a reunião da CBC, a LABRE reativou com o setor de espectro da agência as petições
protocoladas no final de 2012 sobre atualização do Plano de Destinação de Faixas de Frequências
(PDFF) da ANATEL para os segmentos do Serviço de Radioamador. Para as bandas existentes, a 
proposta expande os 160 m, 80 m e 30 m. Em relação às últimas CMRs, já incorporadas nas 
Regulações de Rádio da UIT, há incorporação dos 2200 m e 660 m. Se aprovados, o Brasil 
finalmente seguirá as orientações espectrais da UIT para a Região 2 (continente americano) nas 
bandas de radioamador. A nova gestão do setor de espectro irá estudar o assunto. A gestão anterior
já tinha sinalizado positivamente por alguma decisão a ser tomada ainda em 2013.



GDE/LABRE, 13 de outubro de 2013

fonte:GDE/LABRE-DF

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

ONDA CURTA


domingo, 13 de outubro de 2013

Nova repetidora de VHF 2 metros nas Minas Gerais

É com alegria e satisfação que recebemos a boa noticia de que a nossa Minas Gerais recebeu hoje mais um repetidor de vhf 2  metros,  trata se da PY4-ROL com frequência de 146890 instalada no morro da mandioca com altitude de 1170m próximo a BR 381 no município de Oliveira-MG, agradecemos aos idealizadores  e desejamos boa sorte sucesso e bons contatos.

OBS: O grupo de mantenedores da PY4-ROL pede aos amigos radioamadores para que façam testes na frequência, só assim poderão certificar o funciomanento da repetidora  e assim estudar meios para melhor receber a todos na QRG

Idealizadores do grupo  CRODX- Grupo de Radioamadores da cidade de Oliveira-mg

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Plano de Emergência Pluviométrica (PEP) 2013/2014.


O vice-governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, e o chefe do Gabinete Militar do Governador e Coordenador Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec-MG), coronel PM Luis Carlos Dias Martins, lançaram nesta terça-feira (1/10), no Auditório JK, na Cidade Administrativa, o Plano de Emergência Pluviométrica (PEP) 2013/2014, para o período chuvoso de outubro a abril.

Em entrevista à imprensa, o vice-governador Alberto Pinto Coelho falou sobre o trabalho preventivo da Defesa Civil Estadual. “É uma atividade que exige, cada vez mais, planejamento, coordenação, sincronismo, e mais do que isso, exige qualificação de mão-de-obra. É um trabalho que deve ser desenvolvido pela Defesa Civil em coordenação com os municípios mineiros. Temos assistido um avanço muito grande com relação a essa qualificação, a essa consciência, da importância de nos momentos das chuvas estarmos preparados para minimizar os seus efeitos”, afirmou o vice-governador. Alberto Pinto Coelho recebeu um chip pré-pago da operadora de telefonia celular Vivo. Durante o período chuvoso, os chips conterão informações preventivas sobre como agir em caso de chuva, por meio de uma parceria com o Governo de Minas.

O plano visa garantir a união dos esforços e delinear as ações de preparação e resposta do Governo do Estado, visando à redução dos possíveis danos e o apoio aos municípios que forem afetados pelas chuvas. A ação conjunta proporciona agilidade na tomada de decisões. Para esse período, a Cedec contará com duas máquinas potabilizadoras capazes de transformar 3 mil litros/hora de água imprópria para o consumo em água potável. As máquinas estão instaladas em uma carretinha, e são puxadas por caminhões ou caminhonetes, chegando a qualquer local em situação de risco. Os equipamentos são resultados de parceria entre o Governo de Minas e a Coca-Cola Femsa.

O coordenador Estadual de Defesa Civil, coronel Luis Carlos Martins, destacou a atuação da Defesa Civil durante todo o ano e não só no período de chuvas. “O tema proteção e Defesa Civil passou a fazer parte das agendas políticas nos governos federal, estaduais e municipais. Temos que pensar em executar ações de Defesa Civil ao longo de todo o ano, não deixando somente para o período do ano quando ocorrem os eventos adversos. Redução do risco passa pelo interesse do governante, pela capacitação dos técnicos em Defesa Civil e muito pela participação efetiva da comunidade. Temos que temer as chuvas e as suas consequências”, afirmou.

Durante a cerimônia a Dra Layla Ribeiro, Diretora de Relações Internacionais e Corporativas da VIVO, entregou uma moldura ao Vice-Governador. A moldura contém uma réplica do cartão de recarga de celular pré-pago da VIVO que será comercializado em Minas Gerais, contendo dicas de prevenção da Defesa Civil para a população durante o período chuvoso.

Também participaram da solenidade, o comandante geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Márcio Sant'Ana, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Sílvio Antônio Melo, o presidente da Copasa, Ricardo Simões, a delegada-geral da Polícia Civil de Minas, Rosilene Alves de Sousa, e a prefeita de Rio Novo, Maria Virgínia Ferraz, representando os demais chefes de executivos municipais presentes no evento.

Depósitos avançados

Para aumentar a rapidez no apoio humanitário às possíveis vítimas do período chuvoso, a Cedec construiu nove novos depósitos avançados nas cidades de Pouso Alegre, Lavras, Barbacena, Juiz de Fora, Ubá, Manhuaçu, Governador Valadares, Teófilo Otoni e Diamantina, além dos depósitos centrais já existentes em Belo Horizonte e Montes Claros. Os 11 depósitos avançados disponibilizam materiais de ajuda humanitária para atendimento e apoio ao período chuvoso.

Durante toda a manhã desta terça-feira, diversas secretarias e órgãos públicos estaduais apresentaram o planejamento que está sendo elaborado para o período chuvoso: Corpo de Bombeiros Militar, Secretarias de Estado de Transporte e Obras Públicas (Setop), Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e Saúde (SES), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Fundação Rural Mineira (Ruralminas) e Comdec de Belo Horizonte. O meteorologista do Instituto Climatempo Ruibran dos Reis também participou do encontro com informações da previsão do tempo para o período.

Cursos de capacitação e parcerias com empresas privadas

Para reduzir os impactos e minimizar as consequências das chuvas, todo o corpo do Sistema Estadual de Defesa Civil tem buscado aprimorar cada vez mais sua capacidade de atendimento às demandas. Em 2004, dos 853 municípios mineiros, apenas 374 possuíam Coordenadorias Municipais (Comdecs). Atualmente, são 713 municípios com Comdecs constituídas. A Defesa Civil do Estado é responsável pelo treinamento dessas coordenadorias e pelo suporte técnico ao trabalho delas.

Para integrar as ações junto aos municípios mineiros, a Diretoria de Ensino em Defesa Civil realizou, entre 2004 a 2013, 259 cursos de capacitação, que contaram com a participação de cerca de 9 mil alunos de 194 municípios. O objetivo do curso é capacitar técnicos em defesa civil para atuar nas cidades.

Para o período chuvoso 2013/2014, foram firmadas ainda parcerias com empresas e organizações privadas, como a Vivo, Iveco, Coca-Cola, New Holland, Cruz Vermelha e com a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (Adra). Esta última vai disponibilizar voluntários para a atuação em todo o Estado nas ações de defesa civil.

Força Estadual de Saúde

A Secretaria de Estado de Saúde já está preparada para atuar em casos de vítimas em decorrências das chuvas e também na prevenção de doenças típicas do período chuvoso, com ações como a distribuição de material para a desinfecção das residências e de medicamentos.

Além disso, a Secretaria está pronta para enviar profissionais para as cidades mais atingidas, através da Força Estadual de Saúde, criada em 2012, composta por equipes de profissionais voluntários como médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais preparados para atuar nos locais atingidos.



Obras para minimizar efeitos das chuvas

Por meio de parcerias com as prefeituras e com o Governo Federal, o Governo de Minas está investindo em obras em obras com o objetivo de minimizar os efeitos das chuvas em regiões historicamente atingidas. Uma dessas obras é a requalificação urbana e ambiental do Ribeirão Arrudas, que já está com 98% de execução concluída.

O local das obras fica nos limites dos municípios de Contagem e de Belo Horizonte. Estão sendo feitos o saneamento e a requalificação ambiental do Arrudas, implantação de  um novo sistema viário composto por quatro pontes, dois viadutos, uma trincheira, um viaduto ferroviário e a implantação de 2,7 quilômetros da avenida Tereza Cristina, além de remoção e  reassentamento de 1.025 famílias. As obras iniciadas em março de 2008 foram licitadas e executadas pelo Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais (Deop/MG).

Por meio do PAC-Prevenção, que prevê intervenções para controle de encostas e drenagem, estão sendo aplicados recursos superiores a R$ 777 milhões, até 2015. Esses recursos virão de financiamento (R$ 452,6 milhões), contrapartida do Estado (R$ 23,8 milhões) e do Orçamento Geral da União (R$ 300,5 milhões).

Para controle de encostas estão previstos R$ 230,8 milhões para intervenções em 18 municípios: Manhumirim, Lajinha, Ervália, Sabinópolis, Diogo de Vasconcelos, Ewbank da Câmara, Matias Barbosa, Visconde do Rio Branco, Cataguases, Muriaé, Além Paraíba, Ibirité, Nova Lima, Santa Luzia, Sabará, Ouro Preto, Timóteo e João Monlevade.

Para Betim, Contagem, Belo Horizonte e Muriaé estão previstas intervenções de drenagem.

Apoio nas estradas

O Estado também tem apoiado as prefeituras na melhoria de suas infraestruturas, com a doação de materiais como vigas, bueiros e lajes para pontes. Para o período de 2013 a 2014, a Secretaria de Transportes e Obras Públicas vai investir R$ 24 milhões na aquisição de 255 conjuntos de vigas metálicas, 3.344 mata-burros, 7.800 bueiros metálicos e 2.720 lajes para a composição do tabuleiro superior das pontes, que podem ser utilizados no auxílio dos municípios em função das chuvas.

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER/MG) também participará de ações emergenciais, por meio de suas 40 coordenadorias regionais. Está pronto para, no prazo máximo de 24 horas, enviar homens e máquinas para realizar a liberação do tráfego, remover eventuais impedimentos para passagem de veículos, criar desvios, definir rotas alternativas e desobstruir pistas. Os sites do DER/MG e da Setop fornecerão informações detalhadas sobre as condições das rodovias. Outra fonte de consulta é o LIG Minas (155 opção 6).

Balanço das chuvas 2012 / 2013

Os Formulários de Informações de Desastres (Fide) enviados pelos municípios para a Cedec, relatando os danos e prejuízos registrados durante o período chuvoso 2012/2013, apontam para danos de R$ 261 milhões. Em comparação com período anterior, há uma redução significativa dos valores dos danos materiais provocados pelas chuvas. O baixo índice pluviométrico registrado no período é a provável explicação para o decréscimo. O número de vítimas fatais subiu de 20 para 24, enquanto o de feridos reduziu de 346 para 13, registrados em cada período. Também houve uma redução significativa no número de desabrigados. Foram 9.594 (em 2011/12) e 498 (em 2012/2013).

 fonte:Defesa Civil-mg
Crédito: Carlos Alberto / Imprensa MG