Repetidora

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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

ATENÇÃO ATENÇÃO!!!! Febre Chikungunya


Na última semana, o governo brasileiro alertou a população para o avanço da febre chikungunya no país. O vírus, que é considerado "primo da dengue", não é letal, mas causa mais dores e tem sintomas graves que podem permanecer durantes meses com o contaminado. Além disso, a doença não tem tratamento específico.

Vírus considerado "primo da dengue" ameaça continente americano

Apesar do Brasil ter registrado apenas 16 casos de contaminação no país, a proliferação do vírus pode ser muito intensa em um primeiro momento já que a população brasileira não tem  anticorpos para este vírus. Entenda a doença:

Onde o vírus surgiu?

O vírus surgiu na África e se espalhou para a Ásia. Nos últimos cinco anos, centenas de pessoas que viajaram para esses locais se infectaram. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 2004, o vírus havia sido identificado em 19 países. Porém, a partir do final de 2013 foi registrada transmissão autóctone (pessoas contaminadas localmente por mosquitos e não viajantes que retornam com a doença para seus países de origem) em vários países do Caribe e, em março de 2014, na República Dominicana e Haiti.

Nos meses seguintes, diversos países da América Central e da América do Sul também registraram surtos de chikungunya, inclusive os que fazem fronteira ao norte com o Brasil. Isso ocorre porque os mosquitos transmissores da doença são muito disseminados em todas as áreas tropicais do mundo.

Qual a situação do vírus no Brasil?

O primeiro registro de transmissão autóctone no Brasil foi na semana passada. Atualmente, há 16 pessoas que foram contaminadas dessa maneira: dois casos ocorreram no Oiapoque, no Amapá, e 14 no município de Feira de Santana, na Bahia. Outros casos suspeitos estão sendo investigados. O Ministério da Saúde ainda registrou 37 casos importados – de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença – em 2014.


Como alguém pode ser contaminado pelo vírus?

A doença é transmitida exclusivamente pela picada do mosquito vetor da dengue, o Aedes Aegypt, e pelo Aedes Albupictus, presente em todo o Brasil.


Quais são os sintomas?

Na fase aguda, logo após a picada, os sintomas são febre alta de início súbito, artrite, dores musculares, fortes dores de cabeça, manchas na pele, náusea, erupção cutânea e conjuntivite.

Na fase crônica, o paciente ainda pode sentir dores nas articulações, depressão, cansaço e fraqueza. Os sintomas peristem por até 10 meses em 49% dos casos e pelo menos 80% dos pacientes permanecem com os sintomas três meses depois.


Qual é o tratamento?

Não tem tratamento específico, se dá basicamente com o uso de paracetamol, hidratação e repouso.


Há possibilidade de morte?

A chikungunya muito raramente leva a morte. Sendo mais comum em idosos e pessoas com doenças crônicas graves.


É possível conter o vírus?

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, a contenção é muito difícil no caso de chikungunya. Porém, segundo ele, o Brasil tem uma vantagem porque é um dos poucos países que tem um programa permanente do controle da dengue – que também deve controlar a contaminação do chikungunya.


Quais são as ações do governo brasileiro para combater a doença?

O Ministério da Saúde alertou as secretarias de saúde assim que registrou os primeiros casos importados neste ano, pois era esperado que houvesse contaminação em território brasileiro. Porém, o ministério explica que a maneira de combate é idêntica a da Dengue – evitar a proliferação dos mosquitos.

fonte: ZH Notícias