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Ritápolis-MG

Histórico:




Fontes merecedoras de crédito nos dão notícia do cruzamento de duas estradas, uma que ligava Goiás ao Rio e outra que vinha do Sul da antiga província em direção ao Norte, por onde passavam tropeiros, procedentes de outras regiões. Esses primeiros habitantes construíram no local pousadas, onde descansavam de longas e penosas jornadas. Aos poucos, foram construindo ranchos de sapé e alguns deles lá permaneciam e se fixarem, dando início ao aparecimento do antigo arraial de São Sebastião do Rio Abaixo. Esses fatos se deram, conforme a publicação "As Vilas del Rei e Cidadania de Tiradentes". No 3º decênio do século XVIII, a primeira referência documentada, do povoado de Santa Rita do Rio Abaixo, encontramo-la no batismo de Domingos, irmão mais velho de Tiradentes, ocorrido em 25 de julho de 1738. Relata-nos o Padre José Fernandes de Barros (fato curioso), em 24 de junho de 1773, que, além do batizado de Domingos, em 1738, havia no livro de assentamento de batizados vários outros batizados, anteriores a 1738, ocupando as cinquenta e tantas páginas. Isso nos permite fazer conjecturas sobre a existência da 1ª Capela de Santa Rita do Rio Abaixo, talvez no 2º decênio do ano de 1738. A Paróquia de Santa Rita do Rio Abaixo foi criada em 28/04/1854 pela Lei Mineira nº 669, e o distrito, segundo nos parece, em 1889. O distrito permaneceu com o nome de Santa Rita do Rio Abaixo até que adquiriu foros de município e cidade pela Lei 2.764, de 30/12/1962, passando então a denominar-se, nesta ocasião, Ritápolis. Anteriormente, tinha o nome de Ibitutinga por força da Lei nº 843, de 07/09/1923 e o de Santa Rita do Rio Abaixo por força do decreto Lei nº 148, de 17/12/1938.
"A casa da Fazenda do Pombal, anteriormente município de São João del Rei e hoje município de Ritápolis, onde nasceu Joaquim José da Silva Xavier, foi demolida em 1884 por ser então propriedade de Emídio de Mendonça, que empregou o respectivo material na construção da sede da Fazenda do Ouro Fino, para onde transferiu também a ermida de Nossa Senhora da Ajuda, que existiu na Fazenda do Pombal (o trecho citado é de trabalho publicado em 1942).
A ocupação, a fixação e o desbravamento têm seus motivos no cruzamento das duas estradas, acima citada, os trabalhos relacionados com a agricultura e, mais tarde, a extração mineral. Ritápolis, realmente, apresenta em seu solo minério de manganês, minério de cassiterita, de ouro e conlubita.
O arraial, anteriormente denominado São Sebastião do Rio Abaixo e depois Santa Rita do Rio Abaixo, tem hoje o topônimo "Ritápolis", em homenagem à Santa Rita de Cássia.
O gentílico dos que lá nascem é "Ritapolitano"
Fonte: IBGE
Autor do Histórico: JOÃO BOSCO DOS REIS